O “segundo bissexto”

Os relógios mecânicos passaram a ser empregados no século XIV nas torres de igrejas.
Os primeiros eram tão imprecisos que só tinham o ponteiros das horas. Por muito tempo
os relógios solares foram mais precisos que os mecânicos, pois se baseavam apenas no
constante movimento da Terra e, naturalmente, tinham a desvantagem de serem
inoperantes à noite ou com o céu nublado.

A hora que usamos comumente é baseada na rotação da Terra. Com a melhoria dos
relógios se percebeu que o movimento da Terra em torno de si não era rigorosamente
constante.

Os relógios mais precisos de hoje, têm a precisão de um segundo em 15 bilhões de
anos! É aí que entra o segundo bissexto. Sua aplicação periódica visa manter sincronia
entre a hora civil e a rotação da Terra, introduzindo (ou suprimindo) um segundo,
quando se justificar.

O segundo bissexto é aplicado no último segundo do dia 30 de junho e/ou 31 de
dezembro. A sua adoção tem recebido crescentes críticas devido aos transtornos que
traz. Entre os críticos estão principalmente os serviços de informática,
telecomunicações, notadamente as operações com satélites. Nos afetando ou não o
próximo segundo bissexto tem hora marcada. Será no dia 31/12/2016 às 23h59m59s.

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Fernando Vieira
Astrônomo e Diretor de Astronomia e Cultura da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro - Sócio fundador da Associação Brasileira de Planetários, onde ocupou os cargos de Diretor Técnico-científico e, após, Diretor-Presidente. http://lattes.cnpq.br/7951408542400175