Planetário inicia reformulação do Museu do Universo

Após 19 anos de sua inauguração, o Museu do Universo passará por uma reformulação. Os experimentos interativos de Astronomia Fundamental e Astrofísica, serão substituídos por equipamentos mais modernos proporcionando uma visita dinâmica, informativa e tecnológica.

Portanto, até o dia 16 de julho, o Planetário abrirá ao público apenas aos fins de semana, com Sessão de Cúpula (às 15h, 16h e 17h), na Galileu Galilei.

De 17 a 28 de julho, o Planetário oferecerá a sessão de Cúpula de terça a domingo, às (15h, 16h e 17h). Às segundas-feiras não haverá programação.

A tradicional observação do céu, oferecida às quartas-feiras, à partir das 18h30, não sofrerá alterações. Entretanto, ficará cancelada nos feriados e em condições meteorológicas desfavoráveis.

De 28 de julho até 31 de agosto, data da abertura da área reformada, o Planetário volta a abrir apenas aos fins de semana, com Sessões de Cúpula, às 15h, 16h e 17h. Além do retorno das visitas dos alunos das escolas municipais e particulares.

 

 

 FUNCIONAMENTO PLANETÁRIO 
DE 20/06 A 16/07
DIAS PROGRAMAÇÃO HORÁRIO
2ª a 6ª Fechado ———-
Fim de Semana Sessão de Cúpula 15h, 16h e 17h
 
DE 17/07 A 28/07
DIAS PROGRAMAÇÃO  HORÁRIOS
3ª a Domingo Sessão de Cúpula 15h, 16h e 17h
 
DE 29/07 A 31/08
DIAS PROGRAMAÇÃO HORÁRIO
2ª a 6ª Fechado ———-
Fim de Semana Sessão de Cúpula 15h, 16h e 17h

O Dia do Asteroide

O Sistema Solar é composto do Sol (que concentra cerca de 90% da massa) e uma quantidade enorme de astros menores sem luz própria: planetas, planetas-anões, asteroides e cometas. Geralmente, astros menores que planetas (definidos em 2006) foram tratados, genericamente, por planetas menores, planetoides ou asteroides.

Conhecemos a órbita de quase um milhão de corpos menores (incluindo asteroides e cometas). Existem corpos intermediários, corpos que se assemelham a asteroides, com muitos traços de gases em sua composição, lembrando núcleos secos de cometas, sugerindo que alguns asteroides podem ter se originado de cometas. Foi o caso do astro Chiron, primariamente classificado como asteroide, mas, posteriormente, cogitou-se que seria um cometa, pela presença de material volátil e até pela formação de uma cauda. Outros astros da mesma família, chamados de Centauros, partilham características de cometas.

Diversos corpos menores do Sistema Solar comparados em escala.

A diferença entre cometa e asteroide é basicamente de composição. Os cometas são um amontoado de gases (vapor de água, gás carbônico, entre outros) e poeira, cuja densidade é baixa e natureza volátil. Ao se aproximarem do Sol, os gases sublimam e se forma uma cauda típica. Já os asteroides são corpos mais compactos e secos, compostos de silicatos e metais. Se um corpo destes é atraído para atmosfera e se incinera é chamado de meteoro e, se chegar a atingir o solo, é meteorito. Se o brilho do meteoro for muito grande usamos o termo bólido (fireball, em inglês).

A maior parte dos asteroides está entre as órbitas de Marte e Júpiter. Esta região é chamada de cinturão principal e comporta dezenas de milhares de corpos que variam de tamanho, desde alguns metros a centenas de quilômetros.

Em branco os asteroides do cinturão principal. Em verde os troianos (se distribuem à frente e atrás de Júpiter) e em laranja os Hildas que se movem em órbitas internas aos troianos.

O primeiro asteroide foi descoberto em 1801 pelo astrônomo italiano Guiseppe Piazzi (1746-1826). Recebeu o nome de Ceres e mede um pouco menos de mil quilômetros de diâmetro (o maior de todos). No início, foi considerado o planeta novo que faltava entre Marte e Júpiter. Havia um afastamento entre estes planetas que sempre sugeriu a presença de um planeta entre eles. Nos anos de 1802 e 1804, dois outros asteroides foram encontrados: Pallas (aproximadamente 545 km de diâmetro) e Juno (234 km). As descobertas sucessivas de mais corpos celestes nesta região acabaram por tirar o status de planeta de Ceres.

 

Órbitas de asteroides rasantes – NEOs.

Um grupo de asteroides que traz interesse especial para nós terráqueos são os chamados asteroides rasantes, que recebem a sigla inglesa NEOs (Near-Earth Objects). Estes corpos cruzam com certa frequência a órbita terrestre e têm o potencial de atingir o nosso planeta. Temos evidências de que isto já aconteceu no passado e não é impossível que torne a acontecer. Acredita-se, inclusive, que foi um impacto destes que no passado extinguiu os dinossauros.

Um exemplo disto aconteceu em fevereiro de 2013, na cidade de Chelyabinsk (Rússia), sacudida pelo rugido de um corpo de aproximadamente 20 metros que penetrou a atmosfera terrestre a mais de 60.000 km/h. O meteoro explodiu a dezenas de quilômetros de altura e não atingiu nenhuma região habitada. Entretanto, o deslocamento do ar foi forte o bastante para gerar uma onda de choque. Esta onda sonora estilhaçou centenas de janelas de vidro, o que causou ferimentos em mais de 1.200 pessoas. Este foi o maior impacto registrado desde o evento em Tunguska no ano de 1908. Imagine se o impacto fosse direto?

Existem vários grupos que dedicam estudos sobre como reagir numa situação destas. Exemplos destas instituições:

A sonda Dawn, atualmente, nos tem trazido muitas revelações sobre Vesta e Ceres. Pontos claros encontrados no interior de uma cratera (foto abaixo) tem intrigado os cientistas. Muitos segredos dos asteroides já começam a ser desvendados.

Sonda Dawn e o asteroide Ceres: note os dois pontos brilhantes na cratera do asteroide.

No próximo dia 30 de junho é comemorado o Dia do Asteroide. Este evento foi criado em 2015 por um grupo encabeçado pelo astrofísico Brian May (guitarrista da banda de rock Queen), Danica Remy (da Fundação B612), Grigorij Richters (diretor de cinema) e Rusty Schweickart (ex-astronauta da NASA). A ideia era implementar o interesse público e científico nos asteroides com o propósito de criar defesas contra a possibilidade de uma colisão com a Terra. Desde então, várias atividades de divulgação científica têm sido realizadas anualmente em todo mundo. Nós, da Fundação Planetário do Rio de Janeiro, vamos conversar sobre asteroides no dia anterior, 29/6, a partir das 20h, em uma live através do Facebook do Planetário.

 

Links interessantes:

 

Saturno em destaque

O planeta Saturno é o segundo maior do nosso Sistema Solar: um gigante gasoso cercado de anéis. Desde que Galileu Galilei desenvolveu a primeira luneta astronômica (1610) o planeta atrai a atenção pelo seu vistoso sistema de anéis, o mais notável entre os demais planetas gigantes (Júpiter, Urano e Netuno).

Oposição de Saturno

No próximo dia 15, em pleno feriado de Corpus Christi, Saturno estará em uma posição especialmente favorável para observação. O planeta gigante estará em linha com a Terra e o Sol. Dizemos que ele estará em oposição, uma vez o que o planeta estará diametralmente oposto ao Sol do ponto de vista da Terra. É nesta ocasião que a distância à Terra é menor (maior brilho aparente e maior tamanho de imagem) e o planeta estará mais tempo visível (durante toda a noite: do pôr ao nascer do Sol). 

Oposição de Saturno
Representação fora de escala das posições do Sol, da Terra e de Saturno durante a oposição.

A sonda Cassini-Huygens

Animação da Sonda Cassini-Huygens.

Faz quase vinte anos que esta sonda complexa foi lançada. A Cassini-Huygens foi produto da colaboração da NASA com a Agência Espacial Italiana, que mais tarde passou a fazer parte da ESA. Curiosamente a sonda não foi enviada em uma rota direta a Saturno. Primeiro a sonda foi enviada para o interior do Sistema Solar na direção de Vênus. A sonda fez duas passagens próximas a este planeta e depois mais uma passagem próxima à Terra. Estas manobras, conhecidas como estilingues gravitacionais, tiveram a função de acelerar a nave usando a gravidade dos planetas para aumentar sua velocidade e encurtar a viagem. A sonda passou por Júpiter antes de chegar ao planeta dos anéis. O destino final da sonda será colidir com Saturno em setembro próximo.

Os anéis

Desde de que foram descobertos os anéis são um desafio. Como explicar sua natureza? Seriam sólidos, gasosos, líquidos? James Clerk Maxwell (1831-79) foi o primeiro a expor uma explicação embasada sobre a natureza dos anéis em 1847: partículas. Isso mesmo, os anéis não são um corpo único, mas sim uma quantidade enorme de pequenos corpos (minúsculas luas de gelo e poeira, podemos dizer) que orbitam no plano equatorial do planeta. Fotos incríveis foram tiradas deste complexo sistema de anéis. Em meio aos anéis são encontradas luas que influenciam a distribuição destas partículas.

As luas

Acima: imagem do disco de Titã com sua atmosfera alaranjada. Abaixo: o satélite visto contra Saturno ao fundo.

Conhecemos 62 luas de Saturno até o momento que escrevo estas linhas. Algumas não passam de simples pedras irregulares, mas algumas luas de Saturno guardam verdadeira diversidade de composição e de forma. O satélite mais interessante do Sistema Solar é Titã. Maior que nossa Lua, Titã é portadora de uma densa atmosfera de nitrogênio. A superfície titânica é coberta de lagos de metano. A sonda Huygens, que viajou acoplada a Cassini, penetrou a atmosfera deste satélite em 2005.

Acima à esquerda: detalhes da superfície gelada de Encélado. Abaixo: imagens das plumas de vapor d´água que o satélite joga no espaço.

Em 2008 descobriu-se que o satélite Encélado emite plumas de vapor de água. Isto sugere fortemente que este satélite tem um oceano sob uma camada de gelo. Até então só se conhecia um outro corpo com esta característica: Europa, satélite de Júpiter.

No Planetário, Duo Fantini apresenta um concerto carioca para viola e piano

No dia 17 de junho, o Planetário terá o prazer de receber os irmãos Bernardo e Luciana Fantini para um concerto carioca para viola e piano. O Duo se apresentará no 63º concerto da série Música Clássica nas Estrelas. O espetáculo acontecerá às 16h, no Auditório Sergio Menge. Entrada franca com reserva.

No espetáculo, o Duo Fantini traçará um panorama da produção musical para viola e piano ao longo da história do Rio de Janeiro, feita por compositores cariocas ou radicados na cidade. O concerto começa com a música do Brasil imperial através da obra de Carlos Gomes e chega até nossos dias com obras de autores contemporâneos de música clássica e da nossa música popular urbana.

O público que quiser garantir sua presença deverá enviar um e-mail para ndefranco@uol.com.br, até o dia 16 de junho, e aguardar a confirmação. No dia do concerto, basta retirar o ingresso na recepção do Planetário com, no mínimo, 30 minutos antes do início. Para aqueles que não fizerem a reserva, a lista de entrada será organizada no dia e local do evento 45 minutos antes do concerto até completar a lotação do Auditório. Mais informações: www.amagavea.org.br.

 

Sobre o Duo Fantini

Formado pelos irmãos Bernardo e Luciana, atuantes no cenário musical carioca, o Duo tem como propósito explorar a sonoridade singular da viola de orquestra em sintonia com o timbre do piano, divulgando desta forma a produção de música brasileira para essa formação. Em 2015, foi um dos 15 selecionados no Edital Viva o Talento, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro. Recentemente, integrou a programação da série Música no Conservatório – 80 anos, no Conservatório Brasileiro de Música e no Centro de Referência da Música Carioca. Em Niterói, participou da programação musical do Teatro da UFF e em Valença – RJ foi a principal atração musical da 180º Festa de Nossa Senhora da Glória.

Sobre Bernardo Fantini, Viola

Começou seus estudos na Escola de Música da UFRJ. Posteriormente, ingressou no Bacharelado em Viola. Integra o naipe de violas da OSB, há 14 anos, e desenvolve intenso trabalho na música de Câmara com a Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro, com o Quarteto Lindarte e com o Duo Fantini. Participou de diversas orquestras, como OSB Jovem, Orquestra da UNIRIO, OSB Ópera e Repertório e Orquestra do Conservatório Brasileiro de Música, em todas como primeiro violista. Participou dos festivais de Juiz de Fora e Poços de Caldas, entre vários outros.

Sobre Luciana Fantini, Piano

Mestre em Música pela Escola de Música da UFRJ, Pós-Graduada em Pedagogia do Piano pelo Conservatório Brasileiro de Música e Bacharel em Piano pela Escola de Música da UFRJ, onde estudou na classe do pianista Luiz Senise. Atualmente, integra o corpo docente da Escola de Música Villa-Lobos, da Escola de Música da UFRJ, como Professora Substituta de Piano, e a Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro, e desenvolve intenso trabalho na Música de Câmara com o Duo Fantini. Foi vencedora do III e IV Concurso Nacional Jovem Destaque (2009 / 2010), realizado no Rio de Janeiro, além de ter sido premiada no XXVII e no XXX Concurso Latino Americano Rosa Mística (2008/2011), em Curitiba, e no XXI Concurso de PianoArtlivre, em São Paulo (2008). Participou de masterclasses com renomados pianistas: Fany Solter (Brasil – Alemanha), Michael Uhde (Alemanha), Dagmar Hartmann (Alemanha), Richard Raimond (Canadá), Tali Morgulis (Ucrânia – EUA), Geir Braaten (Noruega), Miguel Angel Scebba (Argentina), Luiz Senise, Edson Elias, Fernando Corvisier e Fábio Luz.

 

Planetário fecha para manutenção em 16/06

Informamos que o Planetário da Gávea estará fechado para visitação no dia 16 de junho em razão da manutenção que será realizada em seus equipamentos. O espaço abre novamente no sábado (17/06), das 14h30 às 17h, com visita ao Museu do Universo e Sessões de Cúpula.

 

Confira aqui a programação para o fim de semana dos dias 17 e 18/08.

O Universo em pauta. Curso de junho aborda Cosmologia

De 19 a 22 de junho, o Planetário da Gávea vai realizar mais um curso de Astronomia. Este mês, o tema será “Introdução à Cosmologia” e os participantes terão a oportunidade de ter um contato com esse ramo da ciência que estuda o Universo e suas peculiaridades. As aulas acontecerão das 19h30 às 21h e serão ministradas pelo astrônomo Alexandre Cherman. O investimento é de R$ 40. Inscrições disponíveis a partir de 12 de junho. Vagas limitadas.

Durante o curso, o aluno aprenderá mais sobre as teorias de formação do Universo, entenderá o modelo do Big Bang, além de ser apresentado aos diferentes cenários para o fim de todas as coisas (Big Crunch, Big Chill e Big Rip). O curso passa por conceitos de gravidade, relatividade e mecânica quântica, sem, no entanto, exigir conhecimento prévio dos alunos. 

Ao término do curso, os alunos receberão um Certificado de Participação. As inscrições são realizadas de forma presencial e devem ser feitas na recepção do Museu do Universo, até o dia 19 de junho – data da primeira aula –, caso as vagas ainda não tenham sido preenchidas. Mais informações sobre as aulas e inscrições através do telefone (21) 2088-0536.

A Lebre

A Lebre é uma pequena constelação bem fácil de se localizar no céu. Apesar de não possuir estrelas muito brilhantes, ela está aos pés do Órion, a constelação do grande caçador, onde encontramos as famosas Três Marias, e ao lado do Cão Maior, onde está Sirius, a estrela mais brilhante do céu noturno.

A Lebre representa o animal que Órion caçava, com a ajuda de seus cães. Ela já estava presente no livro o Almagesto, do século dois, sendo então muito antiga. Os gregos já falavam dela em suas histórias na antiguidade. No começo das noites do verão, Órion e a Lebre estão bem altas no céu.

A estrela mais brilhante desta constelação se chama Arneb (a lebre); a segunda mais brilhante se chama Nihal, que significa “sedento”. Sasin (marca da Lebre) é outra estrela que também possui nome próprio.

Não se conhece nenhuma lenda diretamente ligada à Lebre. Algumas histórias contam que Hermes, o mensageiro dos deuses, colocou o animal no céu por sua agilidade e rapidez. Outra história fala de um habitante de uma ilha chamada Leros, na Grécia, que levou para casa uma lebre que estava para ter seus filhotes. Ele queria fazer uma criação destes animais que serviriam como alimento para os moradores da ilha. Porém, os animais acabaram se reproduzindo muito rápido e, em pouco tempo, as lebres se espalharam pela ilha toda acabando com as plantações e se tornando uma praga para seus habitantes. A população precisou se juntar e caçar todas elas, conseguindo eliminar a praga da ilha. Pediram então, aos deuses, que colocassem a Lebre no céu em forma de constelação, para que eles nunca esquecessem daquela história.

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