Por Luís Guilherme Haun - Astrônomo da Fundação Planetário
Quando queremos saber sobre a origem e evolução do Sistema Solar, precisamos conhecer os objetos que não foram modificados desde a contração da nebulosa original. Esses corpos celestes são os asteroides e os cometas. Eles preservam a configuração original e podemos, assim, desenvolver as teorias necessárias para compreender de onde viemos e como surgimos.
Mas quando falamos do Universo, que é tudo o que existe, ainda não tínhamos nenhuma pista das nuvens primordiais. Eu falo “não tínhamos” porque agora foram encontradas duas nuvens que possuem essas características.
Como nuvem primordial consideramos aquelas que contêm apenas elementos leves, como o hidrogênio e o hélio. Nosso Sol, por exemplo, foi formado de uma nebulosa que foi contaminada por elementos pesados, como ferro, ouro etc. Isso ocorreu através da explosão de uma ou mais estrelas próximas: as supernovas.
As nuvens primordiais foram encontradas próximas a quasares, o que seria o mais provável, pois eles são os objetos mais distantes observados e, consequentemente, os mais antigos. Com essa descoberta, a teoria do Big Bang ganha um grande reforço, que prevê a formação de tais nuvens logo após o seu início.
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