O que tem em comum o Reveillon na Avenida Paulista, o desfile de escolas de samba na Marquês de Sapucaí, o Times Square em Nova York e o centro de Tóquio? Resposta: muita luz!
Agora imagine você com a seguinte missão: sobrevoando qualquer um desses lugares ou eventos, a milhares de metros de altitude, encontrar um espelhinho caído no chão (que pode ou não estar lá) através da luz que ele reflete... Difícil?
Pois é justamente isso que fazem os astrônomos que procuram planetas ao redor de outras estrelas. Planetas, nunca é demais lembrar, não têm luz própria. Brilham, como “espelhinhos”, porque refletem a luz que recebem das estrelas as quais orbitam. Encontrar um planeta é difícil porque ele, inevitavelmente, brilhará muito menos do que sua estrela próxima.
Um pequeno passo rumo à simplificação da tarefa é buscarmos planetas ao redor de estrelas frias. Estas têm brilho menos intenso, o que dificulta menos a busca (não ouso usar o termo “facilita”, pois a procura continua muito difícil!).
E é ao redor destas estrelas mais frias que temos as maiores chances de encontrar os planetas menores, parecidos com a Terra. Não porque ali eles sejam mais comuns; simplesmente porque ali eles serão passíveis de serem descobertos. Quanto menos luz estiver a nos ofuscar, mais fácil há de ser encontrar o espelhinho…
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